Desempenho às cargas exteriores

Desempenho às cargas exteriores

Diagramas de alturas de recobrimento

Os diagramas abaixo apresentam as alturas de recobrimento máximas e mínimas para os tubos em ferro fundido dúctil das classes C40, C30 e C25, com ou sem cargas rolantes.

Quatro casos de assentamento, correspondentes à prática corrente, foram representados. Em todos os outros casos, consultar a Saint-Gobain PAM ou o Fascículo 70.

Foram estabelecidos sobre as quatro hipóteses que se seguem:

  • critérios de resistência e de deformação dos tubos conformes à norma EN 545 (tensão na parede e ovalização),

  • método de cálculo conforme ao Fascículo 70 (regulamentação francesa) sem lençol freático.

Os quatro casos de assentamento

Os casos abaixo definidos são válidos na ausência de lençol freático e de meios de entivação. Para os outros casos (assentamento sob muralha, utilização de entivação, etc.) consultar o Fascículo 70 ou a Saint-Gobain PAM.

 

* ver tabela 1

4 casos de instalação

 

Caso #1

Caso #2

Caso #3

Caso #4

 

DN ≤ 600

DN 60 to 2000

DN ≤ 1 400

DN ≤ 600

Laying case
Laying case
Laying case
Laying case
Laying case
     

DN > 1 400

DN > 600

     
Laying case
Laying case
Fundo da vala Fundo plano Fundo plano Cama em material selecionado Cama em material selecionado
Zona de enchimento (2)        
  • Grupo de solo
4 3 3 1
  • Compactação
Não compactado Compactação controlada Compactação controlada Compactação controlada
  • Es (bar)
< 3 7 10 20
  •  2 α (°)
30 30 90 90
Escolha de materiais Os materiais de aterro utilizados (selecionados ou não) diretamente em contacto com a tubagem devem estar isentos de pedras ou elementos corrosivos.

 

Elementos do Fascículo 70

O modelo de cálculo utilizado tem em consideração:

  • 6 grupos de solos (ver quadro 1)

  • 3 níveis de qualidade da compactação (ver quadro 2) e da influência: do lençol freático sobre os parâmetros de solo, das condições de remoção da entivação em função da largura da vala, das cargas rolantes (sistema Bc: cruzamento de dois camiões de 30 toneladas cada um sobre 3 eixos).
     

(*) Este material não pode ser utilizado nem na zona envolvente nem na zona de aterro.
(** )Este material não pode ser utilizado para a envolvente, mas pode ser utilizado para a zona de aterro.
Grupo de solo

Breve descrição

1 Areias e saibros limpos ou com ligeira quantidade de siltes (granulometria < 50 mm)
2 Areias, saibros, siltosos ou medianamente argilosos
3 Argilas siliciosas ou sílicos-calcáreas. Sedimentos, rochas alteradas, aluviões grosseiros com elevada percentagem de finos
4 Lodos, areias finas, argilas, margas ,mais ou menos plásticas (lp <50)
5 a (*) Argilas e margas muito plásticas (Ip > 50). Materiais orgânicos, solúveis ou poluentes
5 b (**) Rochas evolutivas, greda, grés, xistos, ... Solos compostos (argilas sílico-calcárias e argilas siliciosas, sedimentos, rochas alteradas, aluviões grosseiros, com elementos de dimensão superior a 250 mm. Saibros limpos, rochas não evolutivas, com elementos  > 50 mm.

 

(+) Zona de aterro de envolvimento ou de recobrimento.
(++) Apenas zonas de recobrimento.
 

Não compactado

Compactação controlada

Compactação controlada e verificada

Grupo de solo

Es

2a

Es

2a

Es

2a

 

MPa

graus

MPa

graus

MPa

graus

1  (+)

0.7

60

2

90

5

120

2  (+)

0.6

60

1.2

90

3

120

3  (+)

0.5

60

1

90

2.5

120

4  (+)

<0.3

60

0.6

60

0.6

60

5b  (++)

0.7

-

2

-

5

-

 

Cargas do Solo (Desempenho dos Tubos)

Os diferentes tipos de tubos podem ser divididos em três categorias, conforme seu desempenho:

  • Tubos rígidos
  • Tubos flexíveis
  • Tubos semi-rígidos

Os tubos de ferro dúctil são classificados como semi-rígidos. Eles oferecem um bom compromisso entre resistência à carga superior e deflexão vertical, garantindo assim segurança operacional a longo prazo.

Sistema Tubo/Solo

O desempenho mecânico de um tubo enterrado só pode ser compreendido considerando o sistema tubo/solo: a interação dos tubos com os solos ao redor depende da sua rigidez ou flexibilidade, o que induz tensões sob diferentes condições de assentamento.

Tubos Rígidos

  • Exemplos: Betão pré-esforçado
  • Desempenho: Tubos rígidos aceitam apenas uma pequena ovalização antes de partirem. A deformação é insuficiente ter em conta a resistência lateral do aterro. Toda a carga superior do solo é suportada pelo tubo, induzindo altas tensões de flexão nas paredes.
  • Critério de projeto: Normalmente, carga máxima de esmagamento.
  • Consequências: Tubos rígidos favorecem a concentração de cargas na coroa e na base do tubo. O desempenho do sistema tubo/solo rígido depende fortemente do ângulo de apoio (α) e, portanto, de uma boa preparação da base, especialmente em caso de tráfego de veículos.

Tubos Flexíveis

  • Exemplos: Plásticos, aço...
  • Desempenho: Tubos flexíveis suportam grande deflexão vertical sem rutura. A carga superior do solo é equilibrada pelo suporte lateral fornecido pelo aterro ao redor.
  • Critério de projeto: Ovalização máxima permitida ou tensão de flexão máxima permitida; também resistência ao colapso.
  • Consequências: A estabilidade do sistema tubo/solo flexível depende diretamente da capacidade do aterro de desenvolver resistência passiva lateral, ou seja, do módulo de resistência passiva do solo (E’) e, consequentemente, da qualidade e compactação do aterro.

Tubos Semi-Rígidos

  • Exemplos: Ferro dúctil
  • Desempenho: Tubos semi-rígidos suportam ovalização suficiente para que parte da carga superior do solo mobilize o suporte lateral do aterro. As forças envolvidas são, portanto, o suporte passivo lateral e as tensões internas de flexão na parede do tubo. A resistência à carga superior é distribuída entre a resistência do próprio tubo e a do solo ao redor, sendo a contribuição de cada uma função da relação entre a rigidez do tubo e a do solo.
  • Critério de projeto: Tensão de flexão máxima permitida (em diâmetros pequenos) ou ovalização máxima permitida (em diâmetros grandes).
  • Consequências: Ao distribuir as forças entre o tubo e o aterro, o sistema tubo/solo semi-rígido oferece segurança contra variações nas tensões mecânicas ao longo do tempo ou nas próprias condições de suporte.