Válvula borboleta EUROSTOP - versão manual - PN40
Família de produtos
Válvulas
Válvula de Borboleta Flangeada (flange-flange) com junta na borboleta automática (JPA), com dupla excentricidade e grande distância entre flanges.
Corpo em ferro fundido nodular e borboleta revestidos com pó epóxi azul, espessura mínima de 250 microns.
Gama de DN150 a DN600 mm para pressões até PFA 40 bar.
Concepção técnica
| 150 | Sentido horário | 40 | 210 | 217 | 143 | 136 | 150 | 50 | 150 | 300 | 100 | 44 | RPB15NGEH |
| 200 | Sentido horário | 40 | 230 | 271 | 185 | 169 | 187.5 | 63 | 180 | 375 | 125 | 72 | RPB20NGEH |
| 250 | Sentido horário | 40 | 250 | 299 | 208 | 174 | 225 | 80 | 230 | 450 | 125 | 105 | RPB25NGEH |
| 300 | Sentido horário | 40 | 270 | 323 | 253 | 174 | 257.5 | 80 | 250 | 515 | 125 | 144 | RPB30NGEH |
| 400 | Sentido horário | 40 | 310 | 425 | 314 | 302 | 330 | 100 | 310 | 660 | 175 | 284 | RPB40NGEH |
| 500 | Sentido horário | 40 | 350 | 498 | 390 | 328 | 377.5 | 125 | 350 | 755 | 175 | 400 | RPB50NGEH |
| 600 | Sentido horário | 40 | 390 | 581 | 466 | 383 | 445 | 160 | 400 | 890 | 175 | 643 | RPB60NGEH |
| 200 | Anti-horário | 40 | 230 | 271 | 185 | 169 | 187.5 | 63 | 180 | 375 | 125 | 74 | RPB20NJEH |
| 250 | Anti-horário | 40 | 250 | 299 | 208 | 174 | 225 | 80 | 230 | 450 | 125 | 106 | RPB25NJEH |
| 400 | Anti-horário | 40 | 310 | 425 | 314 | 302 | 330 | 100 | 310 | 660 | 175 | 293 | RPB40NJEH |
Características
Campo de aplicação
As válvulas de borboleta são equipamentos de isolamento e seccionamento, utilizadas em redes de adução e distribuição de água, nas interligações de redes, em unidades industriais, em estações elevatórias, em circuitos gerais e nas redes de proteção contra incêndios em instalações industriais.
As válvulas de borboleta são compatíveis com águas potáveis e águas brutas. Podem ser instaladas em condutas aéreas, em câmaras de manobra ou de válvulas, em condutas enterradas, em função do tipo de atuador e/ ou diferentes configurações.
As suas principais vantagens são:
-
Baixa perda de carga;
-
Elevado desempenho graças à escolha dos materiais, dos revestimentos e do design;
-
Facilidade de manobra graças a um atuador ou caixa redutora de tipo roda de coroa-parafuso sem fim;
-
As válvulas são equipadas com uma flange de adaptação normalizada, tanto para a versão de instalação enterrada como para a versão “motorizável”.
Material e revestimento
|
Item |
Descrição |
Material : |
Revestimiento |
|---|---|---|---|
|
1 |
Corpo |
Ferro fundido dúctil GS500-7 |
Espessura do pó epóxi azul 250 mícrons mini média, de acordo com as prescrições da norma EN 14901-1 |
|
2 |
Borboleta |
Ferro fundido dúctil GS500-7 |
|
|
3 |
Anilha de aperto da junta (*) |
Aço carbono SR235JR |
- |
|
4 |
Tampa |
Aço Inox. X2CrNiMo17-12-2 |
- |
|
5 |
Eixo traseiro |
Aço Inox. EN 10088 X30Cr13 (420) |
- |
|
6 |
Eixo de transmissão |
- |
|
|
7 |
Sede encastrada |
Aço Inox. EN 10088-2 X2CrNiMo 17,12,2 (316L) |
- |
|
8 |
Cavilha cilíndrica para eixo traseiro |
Aço Inox. EN 10088-3 X5CrNiCuNb 16-4 (630) |
- |
|
9 |
Cavilha cilíndrica para eixo de transmissão |
- |
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|
10 |
Chumaceira |
Bronze EN 1982 CuSn12 |
- |
|
11 |
Parafusos |
Aço Inox. A2 |
- |
|
12 |
Anilha |
Aço Inox. A2 |
- |
|
13 |
Chaveta |
Aço C40 |
- |
|
14 |
Junta |
EPDM |
- |
|
15-16 |
O-ring |
EPDM |
- |
|
17 |
Anilha de aperto da junta |
Aço Inox. EN 10088-3 X5CrNi 18-10 |
- |
| 18 | Parafusos | Aço Inox. EN 10088-3 X5CrNi 18-10 | - |
| 19 | Anilha | Aço Inox. EN 10088-3 X5CrNi 18-10 | - |
| 20 | Porca | Aço Inox. EN 10088-3 X5CrNiMo 17-12 | - |
| 21 | O-ring | EPDM | - |
| 22 | Chumaceira | POM-C | - |
| 23 | Anilha de aperto | Aço Inox. EN 10088-3 X5CrNi 18-10 | - |
| 24-25 | O-ring | EPDM | - |
|
(*) DN150-200: Aço Inox. AISI 316L |
|||
Tipo de mecanismo e volante
| DN | Redutor com volante tipo AUMA | Volante Ø |
Número de voltas rotação a 90° da borboleta |
Binário de entrada | Ø Veio entrada do redutor com chaveta |
|---|---|---|---|---|---|
| mm | mm | Nm | mm | ||
|
150 |
GS 50,3 – F10 |
200 |
12,75 |
18 |
16 |
|
200 |
GS 63,3 – F10 |
250 |
12,75 |
41 |
20 |
|
250 |
GS 80,3 – F12 |
250 |
13,25 |
59 |
20 |
|
300 |
GS 80,3 – F12 |
250 |
13,25 |
94 |
20 |
|
400 |
GS 100.3+VZ4.3 – F14 |
350 |
52 |
48 |
20 |
|
500 |
GS 125.3+VZ4.3 – F16 |
350 |
52 |
85 |
20 |
|
600 |
GS 160.3+GZ160.3 – F25 |
350 |
110,5 |
69 |
20 |
Normas
Testes hidráulicos
Cada válvula de borboleta é submetida a um teste hidráulico final com o objetivo de verificar a conformidade com o prescrito da norma ISO 5208:
- Corpo a 1,5 vezes a PFA (válvula aberta);
- Sede a 1,1 vezes a PFA (válvula fechada).
Testes de produto
- Controlo do revestimento: teste de espessura, escolva eléctrica, teste de impacto, teste MIBK
Conformidade com as normas
Produto:
- EN 593
- ISO 10631
Teste da fábrica:
- ISO 5208
Dimensões das flanges:
- ISO 5752 série 14
Furação das flanges:
- EN 1092-2
- ISO 7005-2
Adequado para água potável:
- CM 102 italiana de 02/12/78
- Conformidade com normas estrangeiras: KTW (Alemanha), WRC (Reino Unido), ACS (França)
Marcação
No corpo, como EN19:
- Diâmetro nominal em mm (DN);
- Pressão nominal em bar (PN);
- Tipo de ferro fundido dúctil;
- Logótipo do fabricante;
- Código do modelo;
- Data de fudição.
Na etiqueta, como EN19:
- Diâmetro nominal em mm (DN);
- Pressão nominal em bar (PN);
- Pressão máxima de operação (PFA);
- Sentido de fecho;
- Referência;
- Data de produção;
- Logótipo do fabricante.
No obturador (borboleta):
- Diâmetro nominal em mm (DN);
- Pressão nominal em bar (PN);
- Tipo de ferro fundido dúctil;
- Logótipo do fabricante;
- Referência.
A marcação das válvulas fabricadas pela Saint-Gobain PAM está de acordo com as normas internacionais EN 1074-2 e EN 19.
As marcações são integrais, fundidas no corpo, ou feitas em placas fixadas em segurança ao corpo, de acordo com as especificações da norma EN 19.
| Especificações EN19 | Processo das válvulas Saint-Gobain | ||
|---|---|---|---|
| Tabela 1 – Marcações das válvulas | Requisitos | ||
| 1 | DN |
EN 19 § 4.2.1 Marcações obrigatórias Devem ser marcações integradas (fundição) ou numa placa de marcação |
Fundição |
| 2 | PN | Fundição | |
| 3 | Material | Fundição | |
| 4 | Nome do fabricante ou marca comercial | Placa | |
| 11 | Referência à norma |
EN 19 § 4.3 Marcações suplementares Os itens 7 a 21 do Quadro 1 são opcionais |
Fundição |
| 12 | Identificação do ferro fundido | Fundição | |
| 16 | Ensaio de qualidade | Impresso no corpo | |
| 18 | Data de fabrico | Placa | |
| 21 | Sentido de fecho | Placa + autocolante no corpo | |
Características hidráulicas
As perdas de carga Δh são variáveis em função do grau de abertura da válvula e podem ser calculadas com a seguinte expressão:
com Δh = perda de carga (m), ζ = coeficiente de perda de carga (dimensional), v = velocidade nominal (m/s), g = 9,81 (m/s²)
O coeficiente de perda de carga pode ser estimado a partir do diagrama 1 (Ângulo de abertura).
Determinanda a perda de carga Δh, é possível calcular o caudal Q em m3/h com a seguinte expressão (a mesma expressão pode ser utilizada para, tendo o caudal do projeto Q, determinar a perda de carga Δh sem utilizar o coeficiente de perda de carga):
em que 10,2 é um factor corretivo em m e Kv é o coeficiente de caudal em m3/h, determinável a partir do diagrama 2 (Válvula de borboleta - Ângulo de abertura) em função do grau de abertura da válvula:
Exemplo: Válvula DN600 mm - Δh = 3 m
A partir do diagrama com a válvula aberta a 100%, o coeficiente Kv é 20000 m3/h. Utilizando este dado na expressão do caudal:
Caso contrário, é possível calcular a perda de carga com a válvula completamente aberta, tendo o caudal do projeto Q, em função do DN, utilizando o diagrama 3.
Cavitação
Se a válvula borboleta for utilizada apenas como dispositivo de isolamento, não há risco de cavitação.
No caso particular em que é utilizada como dispositivo regulador, isso só é possível respeitando os seguintes parâmetros:
-
O grau de abertura da válvula deve estar entre 30° e 90° (válvula completamente aberta)
-
A pressão a jusante (de uma conduta) P2 deve ser: P2 ≥ 0,7 .P1 - 2,8 com P1 pressão a montante.
Instruções de utilização
Armazenamento
A válvula de borboleta deverá ser mantida (se possível) em locais cobertos, o mais protegidos possível do sol (temperatura máxima admissível 70°C em conformidade com a norma EN 1074), da chuva e, em geral, dos agentes atmosféricos. Além disso, deverá evitar-se que as juntas não estejam em contacto com pó, terra ou areia.
Instalação
As válvulas de borboleta são geralmente instaladas com anilha de aperto da junta e montadas no sentido oposto à direcção para permitir a substituição da junta sem desmontar a válvula. Em qualquer caso, é possível instalar a válvula de borboleta no sentido oposto ao débito e também, se necessário, na posição vertical. Recomendamos a instalação da válvula de borboleta com o dispositivo hidráulico de comando no lado direito da conduta.
É possível instalar a válvula de borboleta tanto em câmara ou subterrânea (escolhendo a configuração correta).
Recomendamos a instalação de uma junta de desmontagem para as operações de manutenção.
Manutenção
A válvula borboleta não necessitam de manutenção particular. Em todo o caso, se não for utilizada durante um longo período de tempo, é necessário avaliar o bom funcionamento da válvula, realizando (pelo menos uma vez por ano) algumas manobras de abertura-fecho.
Todas as operações de manutenção devem ser realizadas após o esvaziamento total da conduta (sem caudal e pressão) para evitar qualquer risco para os operadores.
Em condições de utilização particulares ou de danos devidos a causas externas, será necessário realizar algumas operações de manutenção. Neste caso, a configuração particular da válvula de borboleta EUROSTOP permite a simples substituição da junta sem a desmontagem da válvula da conduta (apenas se a junta de desmontagem estiver instalada).
Acessórios
Para adaptar as válvulas de borboleta às diferentes condições de instalação exigidas, elas podem ser equipadas com diversos acessórios: consulte a ficha técnica para acessórios.
As características técnicas neste documento não são contratuais e podem ser alteradas sem aviso prévio devido ao progresso técnico contínuo do produto.
Escolha da válvula de borboleta
As válvulas de borboleta são geralmente utilizadas como aparelhos de isolamento e de seccionamento. Em certos casos particulares, em que existam diferenças de pressão reduzidas e variações de débito limitadas, podem ser utilizadas como aparelhos de regulação, tendo em consideração os parâmetros hidráulicos necessários para evitar o risco de cavitação.
É necessário conhecer os seguintes parâmetros:
• Pressão a montante (pressão com a válvula na posição fechada);
• Velocidade máxima na conduta (geralmente expressa em l/s) ou, em alternativa, o diâmetro nominal e o caudal de projeto, a partir dos quais se pode determinar a velocidade.
É igualmente necessário verificar que a velocidade máxima na conduta não exceda 5 m/s e que a temperatura de funcionamento se situe entre 0 °C e 40 °C.